DIREITOS HUMANOS CIGANOS – UMA MINORIA SEMPRE PERSEGUIDA, INCLUSIVE NOS ESTADOS UNIDOS Pensamos que os Estados Unidos são um grande exemplo de democracia e de respeito aos direitos humanos. Será, mesmo? As eleições estadunidenses, que temos acompanhado mais de perto, evidenciam que não importa quantos votos o candidato à presidência tenha conseguido. O que fará a diferença é a eleição no colégio eleitoral, com representantes do partido vencedor em cada Estado americano (na maior parte dos Estados é assim que funciona, com exceção a poucos, onde há proporcionalidade). Os negros sofreram muito preconceito e ainda sofrem naquele país, onde a representatividade permitiu que um afrodescendente chegasse ao poder, Barack Obama. Hoje, os islâmicos e os árabes ao lado dos latinos e negros, são os alvos preferidos da extrema direita de lá, mas há uma minoria silente que também sofre há décadas uma forte discriminação. Estamos falando dos ciganos, um grupo de cerca de 1 milhão de pessoas. Os ciganos seriam originários da Índia e Paquistão e antes de ingressarem na Europa teriam passado pelo Egito. Na Europa fixaram-se na Romênia, Bulgária e Sérvia, onde constituem até hoje grande parte da população local, e uma grande quantidade deles (mais de 700 mil) fixou residência na Espanha, mas, muitos emigraram para os Estados Unidos e Brasil. No Brasil há uma colônia superior a 800 mil ciganos e descendentes, a segunda maior do mundo. Pouco é falado, mas o ex presidente Juscelino Kubitschek tinha origem cigana por parte de mãe. Elvis Presley e até o Pablo Picasso também teriam origem cigana. Assim como os judeus e comunistas, os ciganos também foram perseguidos e assassinados pelos nazistas em campos de concentração. Eles foram e são discriminados até hoje. O sentimento de discriminação aos ciganos não existe apenas na Europa. Nos Estados Unidos eles são vistos e tratados como meliantes, como ocorre aqui no Brasil Segundo um estudo da Universidade de Harvard, os ciganos, em sua maioria, veem o retrato do seu povo no cinema e televisão como depreciativo e desumanizador, descritos como criminosos, errantes ou ligados a bruxaria, o que fomenta ainda mais a discriminação. Quarenta por cento dos ciganos declara ter sofrido maus tratos pela polícia e cinquenta por cento diz ter sido tratado de forma injusta ou desrespeitosa. Nos Estados Unidos, as polícias estaduais criaram forças tarefa especializadas em crimes denominados ciganos e há até forças policiais com banco de dados específicos de ciganos e descendentes. A luta dos ciganos por direitos civis e humanos carece de reconhecimento. As próprias organizações voltadas às liberdades civis e aos direitos humanos não têm auxiliado os ciganos. VAMOS TV, compromisso com o ser humano!