http://pt.euronews.com/ Cerca de 70 ciganos foram expulsos, esta segunda-feira, do acampamento ilegal onde viviam, em Evry, nos arredores de Paris. Depois de Lyon e Lille, esta é a mais recente expulsão de ciganos dos respetivos acampamentos. O governo francês, socialista, segue assim o caminho do anterior executivo de direita, extremamente criticado pelas suas expulsões. Manuel Valls - ministro do Interior e antigo edil de Evry - justifica a expulsão pela "insuportável" situação sanitária do acampamento, situado ao longo de um caminho-de-ferro. "Não sei o que vamos fazer", diz um cigano. "Vamos esperar uma resposta da câmara, de alguém... não sei. A Cruz Vermelha vai ajudar-nos dois, três ou quatro dias e depois vai pôr-nos na rua, como sempre." Uma jovem cigana explica: "Não temos trabalho no nosso país, a situação lá também é difícil. Somos obrigados a vir para França para ganhar algum dinheiro. Mas não quer dizer que roubemos, como outros fazem. Não critico o que os outros fazem. Mas somos obrigados a fazer pela vida." Francis Chouat, o presidente da câmara, também socialista, afirma ter proposto alternativas de alojamento, que a maioria dos ciganos recusou. Manuel Valls, em setembro, irá à Bulgária e à Roménia para discutir as condições de integração desta minoria nos dois principais países de origem. Estima-se que entre 15 mil e 20 mil ciganos romenos e búlgaros vivam em França. Sigam-nos: No YouTube: http://bit.ly/zYBTAR No Facebook: / euronews.fans No Twitter: / euronewspt